NADA SE PERDE. TUDO…

A Super Interessante do mês passado trouxe uma matéria intitulada “Os Novos Pensadores”. Nela, a revista fez um apanhado das idéias gerais ‘defendidas’ por alguns pensadores modernos. Um deles é o Zygmunt Bauman – sociólogo polonês conhecido por criar o conceito de “modernidade liquida”.
“A modernidade liquida parte do pressuposto de que, no passado, tudo era sólido. Por exemplo: uma família tinha um pai, uma mãe e um punhado de filhos. Agora o mundo estaria mais liquido. Ou, pelo menos, os conceitos mais frouxos. E aí, seguindo o mesmo exemplo, as família mais “líquidas” passaram a ser aceitas com naturalidade. Hoje em dia, até mesmo um bando de solteiros que mora junto pode se considerar uma familia. Para Bauman, não são apenas as famílias que estão mais liquidas, mas o mundo. Na vida profissional, um desses sintomas é a instabilidade das carreiras. A liquidez interfere até na hora de ter medo: em vez de um inimigo nítido, surge o terrorismo, que pode atacar em qualquer lugar”. “(…) crítico do consumismo exarcebado, o sociólogo reclama que a fluidez também tornou mais flexíveis valores importantes, como a relação humana, o amor e o comprometimento”.
Tudo isso me lembra de outra coisa: a Era de Aquárius. Será coincidência falar em ‘modernidade liquida’ justamente quando esse período se aproxima?  Eu creio que não – e tenho muitos amigos que compartilham a mesma opinião. Não é só morfologicamente que essa coisa toda se parece. De fato, eu creio que todos os conceitos e valores ao nosso redor estão mais maleáveis. Isso ainda provocará mais transformações. Quando dizem por exemplo que o mundo vai acabar em 2012, pelo amor de Deus (ou da energia), não é o planeta. Não é uma catástrofe que vai detonar a Terra. É o mundo como nós o conhecemos. Esse sim, está prestes a acabar. Ou melhor, a se transformar. Por isso, não seja tão Ringo. O mundo precisa de Lennons.
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4 pensamentos sobre “NADA SE PERDE. TUDO…

  1. Dentro das pesquisas que fiz para levantar o CARNAVÁLIA, uma das coisas foi um livro do Bauman chamado Vida para Consumo. É um livrão. Eu lia cada capítulo no mínimo duas vezes para guardar e meditar tudo com cuidado. Rabisquei, sublinhei o livro todo e ele não sai do lado da cama. Ele é chamado entre os amigos aqui de Bíblia do Pardal. Mas é brincadeira, é uma bíblia, isso sim, mas minha é que não é mesmo.

  2. Hey Ringo era super cool! Detrás da batera, com seu jeito firme e inovador, ele fez misera meu pai! hehehe!
    O mundo precisa de Ringos e Lennons, melhor ainda de George Harrison, sem ele os Beatles seria só uma Boy Band perdida no passado…Thanks to George!

    • ó…sobre o George eu concordo. George rocks!!! Mas até a menina Maisa com palitinhos de comida japonesa saberia tocar aquela bateria do Ringo. 🙂

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